Obas certifica novos pedreiros cisterneiros em Barreira


Formação oferecida pela Obas certificou 15 novos cisterneiros em Barreira. FOTO: Rose Serafim / OBAS

De 29 de janeiro a 03 de fevereiro, mais de vinte aspirantes e pedreiros cisterneiros participaram de uma formação em construção das tecnologias sociais. O curso foi realizado na comunidade de Carnaúba, em Barreira. Os profissionais aprenderam a fazer o piso, as placas de concreto, a montar os equipamentos, e a ajustar a parte hidráulica. 

Como resultado, onze cisternas prontas foram entregues para as famílias e os novos cisterneiros receberam certificação. Com isso, além de contribuírem com uma ação social de extrema importância, os profissionais adquiriram conhecimento que pode servir como fonte de renda. 

Iderval é morador de Milagres, mas decidiu participar da formação em Barreira para entender como é construída a tecnologia social. Foto: Rose Serafim / OBAS.

Morador de Milagres, no Cariri cearense, Iderval da Silva , de 22 anos, veio para o Maciço participar da formação. Ele ainda não tem uma cisterna na própria casa, mas ajudou a levantar seis equipamentos somente durante o período de formação. 

"Muito importante as cisternas para as famílias que não têm água suficiente para manter as necessidades e na agricultura também", afirma Iderval.

A casa da dona de casa Cilene Moraes Ramos, de 46 anos, foi uma das beneficiadas com a tecnologia social construída durante a formação. Ela mora com o marido e a neta pequena numa pequena casa recém-construída em Carnaúba. A família, que antes vivia em Fortaleza, capital do Ceará, está se readaptando à rotina no interior e conta com a cisterna para a melhoria da qualidade de vida.

Ela preferiu deixar a cisterna na frente da casa para preservar um enorme pé de cajueiro que fica ao lado da residência. A indicação é de que as tecnologias sejam construídas com pelo menos 10 metros de distância de árvores, fossas, currais ou depósitos de lixo. Essa medida serve para evitar possíveis contaminações e danos posteriores.

"Escolhi esse canto [frente] por ser mais próximo da casa e também porque acho muito bonito. Parece aquelas casinhas que a gente desenhava quando era criança, com a cisterna na frente", diz Cilene.

Dona Cilene construiu escolheu a frente da casa como local para a cisterna e preservou um cajueiro que fica ao lado da residência. Foto: Rose Serafim / OBAS

O curso de cisterneiros faz parte do Programa de Cisternas, promovido pela ASA (Articulação Semiárido Cearense) e também pelo Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA).

Coordenador da Obas, Jorge Pinto destaca que a capacitação ainda contribui para o entendimento desses agricultores-cisterneiros sobre a convivência com o Semiárido. Durante o processo, eles passam por formações sobre o tema, além de serem eles próprios, em geral, também residentes das comunidades beneficiadas.

"E é um processo também que gera renda. Porque os pedreiros recebem a o recurso também da construção da tecnologia social", conclui.


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